Justiça

Ministro do STJ é alvo de nova denúncia de importunação sexual no CNJ, Marco Buzzi

Joceilton Gomes

Editor Chefe

calendar_today 9 de fevereiro de 2026
schedule 6 min de leitura
Ministro do STJ é alvo de nova denúncia de importunação sexual no CNJ, Marco Buzzi

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formalizou o recebimento de uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, de 68 anos, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado, que atualmente se encontra em licença médica, nega veementemente todas as acusações.

Novos desdobramentos e sigilo

Nesta segunda-feira (9), uma mulher prestou depoimento à Corregedoria do CNJ para detalhar o ocorrido. Por questões de segurança e privacidade, a identidade da denunciante e as circunstâncias específicas deste novo relato estão sendo mantidas sob sigilo absoluto pelas autoridades.

Este novo depoimento amplia a pressão sobre o ministro, que já estava sob investigação após o relato de uma jovem de 18 anos referente a um episódio ocorrido em janeiro deste ano.


O caso em Balneário Camboriú

As investigações ganharam corpo na última semana, centradas em um incidente que teria ocorrido em Santa Catarina.

Os principais pontos do relato inicial indicam:

  • Contexto: A família da denunciante estava hospedada na casa de praia do ministro, em Balneário Camboriú.

  • O Incidente: No dia 9 de janeiro, a jovem relatou ter sido abordada por Buzzi enquanto estava no mar. Segundo o depoimento, o ministro teria forçado contato físico, segurando-a pela região lombar.

  • Resistência: A vítima afirmou ter tentado se desvencilhar por duas vezes antes de conseguir sair da água e relatar o ocorrido aos pais.

  • Reação: Após confrontarem o magistrado, a família deixou o local imediatamente e registrou o boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo no dia 14 de janeiro.

Trâmites Jurídicos e Defesa

Devido à função ocupada por Marco Buzzi, o caso segue ritos específicos:

  1. Foro Privilegiado: O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

  2. Esfera Administrativa: O CNJ conduz uma apuração paralela sobre a conduta ética do magistrado.

  3. Tipificação: O caso é tratado como importunação sexual, crime que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão.

Nota da Defesa: Em posicionamento oficial, o ministro Marco Buzzi declarou-se surpreso com o teor das acusações e repudiou qualquer insinuação de comportamento impróprio. Já os representantes das denunciantes afirmam que aguardam o rigor das investigações e o desfecho nas instâncias competentes.


Próximos passos

A Corregedoria do CNJ deve continuar a fase de oitivas para cruzar informações entre os diferentes relatos. O sigilo das investigações visa preservar a integridade das vítimas e a eficácia da coleta de provas.

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