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PF investiga esquema que teria financiado campanhas eleitorais no Maranhão

Prof Correia

Editor Chefe

calendar_today 12 de junho de 2026
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PF investiga esquema que teria financiado campanhas eleitorais no Maranhão

PF investiga esquema que teria financiado campanhas eleitorais no Maranhão

Operação Fundo Oculto, da PF, apura desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas no Maranhão em 2024; 15 candidatos foram identificados como beneficiados.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (10/6) a Operação Fundo Oculto, que apura duas organizações criminosas suspeitas de desviar recursos públicos e financiar de forma ilícita campanhas nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. As investigações identificaram, até agora, 15 candidatos apontados como beneficiados pelo esquema ou destinatários de repasses.

Como funcionaria o esquema

Segundo a PF, empresas com contratos junto a prefeituras maranhenses seriam usadas para desviar dinheiro público, depositado em contas dessas empresas. Os dois grupos contariam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís. As apurações apontaram movimentações financeiras que atingiam picos nas semanas anteriores ao pleito, somando, de forma atípica, quase R$ 10 milhões. Em apenas um dos núcleos investigados, os valores destinados a repasses ilícitos teriam chegado a cerca de R$ 2 milhões.

Lavagem de dinheiro

De acordo com a investigação, o esquema usaria laranjas para lavar o dinheiro: os recursos seriam sacados das contas das empresas e depositados em contas de terceiros. A PF afirma ter identificado planilhas informais de caixa dois e arquivos que tratavam da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco. Os repasses, segundo a corporação, eram pulverizados entre servidores.

A operação

A ação foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões. Os investigados poderão ser indiciados por falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros crimes contra a administração pública.

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