FEMINICÍDIO EM LAJEADO NOVO: Mulher é morta a tiros e corpo é encontrado dentro de casa
Prof Correia
Editor Chefe
FEMINICÍDIO EM LAJEADO NOVO: Mulher é morta a tiros e corpo é encontrado dentro de casa
Na noite deste sábado (16), mais um caso brutal de feminicídio chocou o Maranhão e reforçou o alerta sobre a violência contra a mulher no estado. A vítima, identificada como Idivania Moraes, conhecida popularmente como “Mocinha”, proprietária de uma farmácia no município de Lajeado Novo, foi assassinada dentro da própria residência, localizada nos fundos do estabelecimento comercial onde trabalhava.
Segundo informações preliminares, vizinhos ouviram disparos vindos do imóvel e estranharam quando o companheiro da vítima deixou o local às pressas em um veículo, trancando a casa antes de fugir. Desconfiados, moradores acionaram familiares da comerciante. Um parente pulou o muro da residência e encontrou Mocinha caída no chão do quarto, ensanguentada e já sem vida.
De acordo com relatos de moradores, a vítima teria sido atingida por três disparos, sendo um deles na boca, além de apresentar sinais de agressão física. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, um guarda municipal que segue foragido. Informações apontam que o casal estava em processo de separação, situação que pode ter motivado o crime.
Descrita pela população como uma mulher trabalhadora, querida e batalhadora, Mocinha havia construído seu patrimônio com muito esforço, após perder os pais ainda cedo, tornando-se exemplo de superação no município. A notícia também abalou profundamente familiares do acusado, conhecidos e respeitados na cidade.
O brutal assassinato de Idivania Moraes acontece justamente em um momento em que cresce no Maranhão a mobilização contra o feminicídio. Neste sábado (16), durante evento realizado na sede do IDESIMA, no Conjunto São Raimundo, em São Luís, a juíza Luzia Madeiro Nepomucena ministrou uma palestra sobre o combate ao feminicídio e destacou a importância do Comitê Popular Contra o Feminicídio.
Na ocasião, a magistrada conclamou a população a fortalecer a mobilização nacional em defesa do endurecimento das penas para autores desse tipo de crime. Segundo Dra. Luzia, a campanha busca alcançar um milhão de assinaturas para transformar a proposta em Projeto de Lei Federal.
Durante entrevista concedida ao professor Correia, a juíza explicou que a proposta prevê mudanças rigorosas na legislação brasileira, entre elas a alteração do artigo 83 da Lei dos Crimes Hediondos, estabelecendo regras mais severas para a progressão de regime dos condenados por feminicídio.
“O feminicídio não pode continuar sendo tratado apenas como mais um número nas estatísticas. É preciso endurecer as leis e fortalecer a conscientização da sociedade para salvar vidas”, destacou a magistrada.
O assassinato de Idivania Moraes reacende o debate sobre a urgência de políticas públicas, proteção às mulheres ameaçadas e punições mais rígidas para crimes de violência de gênero no Brasil.
https://www.tjma.jus.br/midia/ouvidoria/pagina/hotsite/505701/servicos-de-atendimento-as-mulheres
