Sindicato dos trabalhadores na Ind. Da Const Civil ,pesada do mob e Artef de cimento de Santa Inês e Região
Prof Correia
Editor Chefe
Sindicato dos trabalhadores na Ind. Da Const Civil ,pesada do mob e Artef de cimento de Santa Inês e Região
Francisco Amorim, Presidente do sindicato dos trabalhadores na indústria da construção civil construção pesada do mobiliaário e artefatos de cimento de Santa Inês e Região, tem adotado uma postura crítica em relação à precarização do trabalho e à falta de comprometimento de agentes públicos com a classe trabalhadora, especialmente no setor da construção civil.
“Recentemente, estive reunido com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho e com o superintendente do órgão, um encontro bastante produtivo. Na oportunidade, levei ao conhecimento das autoridades várias demandas, destacando a grande falha dos municípios na fiscalização de obras públicas contratadas pelos governos municipal, estadual e federal”. Ressaltou Francisco Amorim Presidente do SINTRACC. Amorim relatou ainda aumento da informalidade na regição de abrangeência do SINTRACC, apontado como reflexo direto da precarização do trabalho formal e da perda de direitos trabalhistas.
Apesar disso, reconhecemos que hoje é possível comemorar o retorno de grandes investimentos do governo federal em obras públicas no país, inclusive em nosso estado, especialmente na região do Alto Turi e no Vale do Pindaré, onde temos base de atuação. No entanto, não podemos dizer o mesmo em relação aos gestores regionais, como prefeitos, autoridades estaduais e empresários que firmam contratos vultosos, mas não cumprem as exigências previstas nas leis de licitação e nos próprios contratos firmados.
Principais pontos abordados:
- Precarização leva à informalidade: Os sindicatos argumentam que os baixos salários e a falta de proteção social no emprego formal empurram os trabalhadores para a informalidade.
- Reforma Trabalhista de 2017: Segundo a visão sindical, a reforma facilitou formas alternativas de contratação, como o trabalho intermitente, o que teria contribuído para o enfraquecimento dos sindicatos e o aumento da
- Luta por direitos: A informalidade não deve ser vista como empreendedorismo, mas como uma forma de exclusão de direitos básicos, como férias, 13º salário e FGTS.
- Vontade de formalização: Pesquisas encomendadas por centrais sindicais indicam que, apesar do crescimento da informalidade, a maioria dos trabalhadores ainda deseja carteira assinada e proteção sindical.
O dirigente sindical também defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, na qual se trabalha seis dias para folgar um. Segundo ele, esse modelo prejudica especialmente os jovens:
“São pessoas jovens. Com uma jornada de trabalho desse tipo, não há vida social. Trata-se de uma jornada cruel, desumana. Não faz sentido, em pleno século XXI, manter trabalhadores nesse sistema”, afirmou.
De acordo com o dirigente, há a intenção de pressionar para que a redução da jornada de trabalho entre na pauta de debates no Congresso Nacional.
“Vejo que há sensibilidade para isso na Comissão do Trabalho. Se fizermos uma campanha bem estruturada, temos condições de avançar e enfrentar esse problema”, avaliou.
“Trabalhar no regime 6 por 1 (6×1) significa atuar por seis dias consecutivos e ter direito a um dia de folga, que não necessariamente ocorre aos domingos. Comum no comércio, varejo e serviços (como shopping, mercados e restaurantes), essa jornada totaliza cerca de 26 dias trabalhados no mês”. A folga semanal é garantida pela CLT

Francisco Amorim em reunião com o senhor Nivldo Araújo Silva superintendente do ministério do trabalho

Francisco Amorim em reunião com Procudor chefe do ministério público do trabalho, Dr Rafael
Paulo Lázaro auditor chefe de inspeção e fiscalização do ministério do trabalho



