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Juíza Dra. Luzia Madeiro ministra palestra sobre crime de feminicídio no IDESIMA- Conjunto São Raimundo

Prof Correia

Editor Chefe

calendar_today 16 de maio de 2026
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Juíza Dra. Luzia Madeiro  ministra palestra sobre  crime de feminicídio no IDESIMA- Conjunto São Raimundo

Juíza Dra. Luzia Madeiro Nepomucena ministra palestra sobre aumento de pena para o crime de feminicídio no IDESIMA, no Conjunto São Raimundo

A juíza maranhense Dra. Luzia Madeiro Nepomucena participou neste sábado (16), na sede do Instituto de Desenvolvimento Integral do Maranhão – IDESIMA, localizada no Conjunto São Raimundo, em São Luís, da grande festa em homenagem ao Dia das Mães. O evento foi organizado pelo presidente da instituição, Wagner Lópes, e reuniu centenas de mulheres, lideranças comunitárias e convidados.

Na ocasião, a magistrada ministrou uma palestra sobre o combate ao feminicídio e destacou a importância do Comitê Popular Contra o Feminicídio, conclamando a população a fortalecer a mobilização nacional em defesa do endurecimento das penas para esse tipo de crime. Segundo a juíza, o objetivo é alcançar um milhão de assinaturas para que a proposta de iniciativa popular seja transformada em Projeto de Lei Federal.

Durante entrevista concedida ao professor Correia, Dra. Luzia explicou que a proposta prevê mudanças rigorosas na legislação brasileira, entre elas a alteração do artigo 83 da Lei dos Crimes Hediondos, estabelecendo regras mais severas para a progressão de regime dos condenados por feminicídio.

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“Essa proposta pede a alteração do artigo 83 da Lei dos Crimes Hediondos, determinando que a progressão do regime fechado para um regime menos rigoroso somente aconteça após o cumprimento mínimo de 30 anos da pena aplicada. Também defendemos o afastamento imediato do agressor do lar, por meio de decreto de prisão preventiva fundamentado pela autoridade judicial em até 24 horas após a denúncia apresentada pela vítima”, destacou a magistrada.

A juíza também defende o aumento da pena para crimes de feminicídio, propondo que a punição passe a variar entre 30 e 50 anos de reclusão.

Atualmente, a legislação brasileira já prevê punições severas para o feminicídio. Com a sanção da Lei nº 14.994/2024, o feminicídio passou a ser considerado crime autônomo no Código Penal, com penas mais rigorosas. Mesmo assim, Dra. Luzia Madeiro afirma que novas medidas são necessárias para fortalecer a proteção às mulheres e combater a violência de gênero no país.

O evento promovido pelo IDESIMA também contou com momentos de confraternização, homenagens às mães e sorteio de brindes, coordenado por Ribamar Soares, liderança política e assessor especial do governador.

Pode ser uma imagem de texto que diz "COMITÊ POPULAR CONTRA O FEMINICÍDIO Lei federal Aumento da pena do feminicídio, de nO mínimo 30 anos a 50 anos de (alteração do art. 83 da Lei de Crimes hediondos). PROGRESSÃO DO REGIME FECHADO para menos rigoroso, somente após 0E CUMPRIMENTO DE 30 ANOS DA PENAAPLICADA. AFASTAMENTO DO AGRESSOR DO LAR, por meio de decreto de PRISÃO PREVENTIVA fundamentada pela autoridade judicial, em até 24 horas do recebimento da denuncia apresentada pela ofendida. Links de apoio: @@contraofeminicidio_ @https://surl.li/yaibft"

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