Acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano
Prof Correia
Editor Chefe
Acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano
A guerra contra o Irã foi o maior erro de política externa do presidente americano, Donald Trump, até aqui. Ela reduziu a capacidade dos Estados Unidos de deter seus inimigos.
A guerra prejudicou as alianças americanas com as monarquias árabes do Golfo Pérsico, produtoras de petróleo. Seu modelo de negócios como ilhas de estabilidade na turbulência do Oriente Médio levará anos para se restabelecer.
Em conversas privadas, autoridades daqueles países já falam em diversificar suas alianças e da necessidade de encontrar formas de conviver com o Irã, seu vizinho do outro lado do golfo.
A China também observou atentamente os Estados Unidos queimando seus estoques de armas, de difícil reposição, atingindo os limites do seu poderio.
Considerando que não haja mais nenhum contratempo de última hora, o acordo põe fim a uma guerra baseada na leitura errônea, feita por Israel e pelos Estados Unidos, sobre o poderio do seu inimigo em Teerã.
Ele irá criar um enorme suspiro de alívio entre as pessoas que tiveram suas vidas viradas do avesso pelo guerra, a começar pelos civis na linha de fogo.
O acordo reabre o estreito de Ormuz, segundo Trump, aliviando a pressão sobre a economia global e a vida real de centenas de milhões de pessoas que enfrentam sérias dificuldades em todo o mundo.
Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio. Casas e empresas foram destruídas.