Cacique Iracadju Ka’apor destaca força e união dos povos indígenas no ATL 2026
Prof Correia
Editor Chefe
Cacique Iracadju Ka’apor destaca força e união dos povos indígenas no ATL 2026
Durante cinco dias consecutivos, indígenas Ka’apor e Guajá da Terra Indígena Alto Turiaçu marcaram presença no Acampamento Terra Livre 2026, realizado em Brasília. Ao todo, cerca de 500 indígenas das etnias do Maranhão integraram a mobilização, que reuniu mais de 150 povos de todo o Brasil, somando aproximadamente sete mil participantes unidos por um objetivo comum: a defesa dos direitos indígenas.
A grande mobilização teve como foco principal a luta pela demarcação das terras, a condenação da exploração predatória — como mineração e avanço do agronegócio — e o enfrentamento a projetos anti-indígenas em tramitação no Congresso Nacional.
Com o tema central “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 reforçou a resistência dos povos originários contra medidas que ameaçam seus direitos, como o chamado Marco Temporal.
Representando a força da luta indígena do Maranhão, o cacique Iracadju Ka’apor, ao lado de sua esposa, Rosilene Tembé, importante liderança feminina, destacou estratégias adotadas para coibir a invasão de madeireiros em seus territórios. Em sua fala, ressaltou que a participação no ATL vai além da mobilização: é também um espaço de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento político entre os povos.
O relato das lideranças reafirma a importância da união entre os povos indígenas do Maranhão — Ka’apor, Guajá e outras etnias — que, juntos, fortaleceram a luta coletiva em defesa dos territórios e dos direitos originários.
Principais acontecimentos e pautas do ATL 2026:
Tema central: “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.
Marchas e manifestações: Mobilizações até o Congresso Nacional e pela Esplanada dos Ministérios, denunciando a morosidade nas demarcações e o avanço do chamado “pacote da destruição”.
Pressão política: Denúncia de mais de 20 propostas anti-indígenas e antiambientais em tramitação.
Aldeamento da política: Debate sobre a participação indígena nas instituições e propostas ao Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2026.
Territórios livres: Reafirmação de que as terras indígenas não estão à venda para mineração, créditos de carbono ou grandes empreendimentos.
Local: Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília.
Mensagem final
Ao final do encontro, as lideranças expressaram gratidão a todos que participaram do ATL entre os dias 5 a 9 de abril de 2026, destacando a importância do momento para o fortalecimento da luta indígena.
O Acampamento Terra Livre proporcionou ricas experiências, troca de conhecimentos e aprendizado coletivo. A expectativa é que cada participante leve esse conhecimento para suas comunidades, contribuindo para o fortalecimento dos territórios.
O povo Ka’apor reafirma suas demandas e a necessidade de continuar se organizando para melhorar a assistência e intensificar a proteção territorial. A luta segue firme, com a necessidade de apoio de políticas públicas que garantam direitos, valorizem a cultura e assegurem a preservação da floresta.
Canto da Floresta. reformada – Copia












