POLITICA

Ataques a Lula, crítica à Globo, contra reeleição: o que Flávio disse no JN

Prof Correia

Editor Chefe

calendar_today 16 de outubro de 2026
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Ataques a Lula, crítica à Globo, contra reeleição: o que Flávio disse no JN

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, atacou Lula (PT), criticou a TV Globo e o STF (Supremo Tribunal Federal), disse que não tratou de cargo com o pai nem o irmão Eduardo vai ser chanceler e prometeu não disputar a reeleição caso vença o segundo turno

Na entrevista a Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, nesta sexta-feira (16), o candidato mencionou Lula logo no primeiro minuto e deixou propostas um pouco de lado para criticar o atual governo

Ele usou uma cola na mão, repetindo uma estratégia do pai, e houve panelaços em várias capitais antes e depois da entrevista

Ataques a Lula

Flávio acusou Lula de espalhar informações falsas sobre suas propostas econômicas e afirmou que a saída do petista seria a principal medida para melhorar as contas públicas. Também negou que pretenda acabar com aposentadorias ou privatizar estatais e afirmou que vai manter o reajuste do salário mínimo e o teto de gastos para saúde e educação

“Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos, que privatizaria Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”

Em vez de responder sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro, o senador acusou Lula de prejudicar motoboys de São Paulo por divergências políticas com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo ele, o governo estaria impedindo a autorização da faixa azul para motociclistas

Crítica à Globo

Flávio comparou o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, com os mais de R$ 100 milhões que, segundo ele, a Globo recebeu em publicidade do Banco Master. Também citou o desligamento de um diretor após a divulgação de conversas com Daniel Vorcaro

“A Globo recebeu mais de R$ 100 milhões para fazer uma propaganda do banco. O que tem de errado nisso? Nada”

Renata Lo Prete rebateu a comparação e explicou que a compra de publicidade segue regras de transparência e não interfere na independência editorial da emissora. A jornalista também confirmou o desligamento do diretor após a divulgação das conversas

Promessa de não disputar reeleição

Flávio afirmou que abrirá mão de disputar um segundo mandato, mesmo que o Congresso não aprove o fim da reeleição. O senador também descartou a necessidade de ampliar o mandato presidencial para cinco anos

Sim, abriria mão. Eu só preciso de um mandato. Eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade

Jair e Eduardo Bolsonaro no governo

Flávio descartou nomear o irmão Eduardo Bolsonaro como ministro das Relações Exteriores. Apesar disso, defendeu sua atuação internacional e o classificou como vítima de perseguição política

!O Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil. A história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para defender a democracia no nosso país”

Sobre Jair Bolsonaro, afirmou que não há planos de oferecer um cargo ao ex-presidente, mas disse que poderá recorrer aos seus conselhos durante um eventual mandato

“Eu tenho o privilégio de, na hora em que precisar consultar um ex-presidente da República, ter um dentro de casa, de confiança. Sou privilegiado por isso, mas ele nunca tratou de cargo comigo”

Críticas ao STF e defesa de Jair Bolsonaro

O candidato acusou ministros do STF de perseguir adversários políticos e impedir o avanço de investigações contra integrantes da Corte. Também defendeu uma reforma do Judiciário para combater privilégios e voltou a questionar a condenação de Jair Bolsonaro

“Os ministros do Supremo Tribunal Federal se protegendo para que investigações não avancem sobre eles. Isso não dá mais. Eles acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário”

Questionado sobre Alexandre de Moraes e se Nunes Marques, indicado por seu pai, também deveria ser investigado por suas relações com o Banco Master, o senador afirmou que qualquer ministro que descumpra a lei deve ser responsabilizado, mas desconversou sobre o envolvimento do ministro que foi nomeado por Bolsonaro

“O presidente Bolsonaro foi condenado numa farsa. Foi condenado pelos seus inimigos”

Banco Master e ‘Dark Horse’

Flávio foi questionado sobre os quase R$ 134 milhões solicitados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo os valores apresentados por Renata Lo Prete, aproximadamente R$ 70 milhões foram repassados ao projeto. Apesar de negar qualquer irregularidade, ele evitou explicar as contas do filme

“Estou falando de um pedido de patrocínio privado para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida, para fazer um filme do Jair Bolsonaro”

A jornalista também questionou a diferença entre o valor solicitado e os R$ 75 milhões apontados como custo da produção. Flávio afirmou que o contrato não foi integralmente cumprido e que outros investidores contribuíram para concluir o filme

Fim da escala 6×1

O candidato afirmou que não tentará reverter o fim da escala 6×1 caso seja eleito. Flávio havia criticado a proposta, mas mudou de posição e votou a favor da medida

“Com relação a 6×1, eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem, inclusive, montar a sua própria escala de trabalho. Todos os direitos trabalhistas estão garantidos. Cada um pode ter a sua opinião individual, mas, da minha parte, isso aqui está respeitado. Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso

“Eu rodei o Brasil inteiro, eu ouvi muitos trabalhadores, e eu votei conforme o que eu vi nas ruas, como eu vi na grande maioria dos trabalhadores, que eles estavam favoráveis ao fim da escala 6×1, eu resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”

O senador também defendeu medidas para recuperar o poder de compra dos trabalhadores, afirmando que um dia adicional de descanso não resolve as dificuldades financeiras da população

Ajuste fiscal e ministérios

Flávio prometeu extinguir pelo menos dez dos atuais 39 ministérios e defendeu o aproveitamento de imóveis públicos para gerar receitas. As medidas fazem parte de um plano de ajuste fiscal de R$ 200 bilhões.

O candidato também afirmou que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação e negou mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação

Questionou a tentativa de golpe no 8/1

Flávio voltou a questionar a interpretação dos ataques de 8 de Janeiro como tentativa de golpe. O senador afirmou que os acontecimentos foram utilizados para afastar Jair Bolsonaro da vida pública

“Essa farsa, a história vai mostrar que foi tudo armado para tentar tirar Bolsonaro da vida pública.”

O candidato condenou a depredação de patrimônio público e as agressões a policiais, mas questionou a responsabilização de todos os participantes por tentativa de golpe

“Agora, não dá para querer dizer que uma senhorinha com Bíblia, um cara vendendo algodão-doce no meio da manifestação, está tentando dar golpe”

Respeito ao resultado das urnas

Flávio afirmou que respeitará o resultado da eleição caso seja derrotado. O senador, porém, disse acreditar que os brasileiros escolherão uma mudança de governo no segundo turno.

“Eu vou disputar as eleições com a jurisdição que está aí. Independente de qual for o resultado eu vou respeitar, só que eu tenho a convicção de que o Brasil já escolheu a mudança”

FONTE: UOL

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